Enseada do Paraguaçu é marco da indústria naval e portuária

Além de gerar mais empregos, empreendimentos vão influenciar setores como educação, saúde, segurança, turismo, entre outros
 
Estaleiro está sendo construído em um terreno de 160 hectares e
será capaz de processar 70 mil toneladas de aço por ano

Para dar maior sustentabilidade e promover a descentralização do desenvolvimento baiano, o governo investe, entre outras ações, nos segmentos naval e portuário. Com a participação da Secretaria Extraordinária da Indústria Naval e Portuária da Bahia (Seinp), dois projetos principais estão sendo desenvolvidos: a implantação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu e do Porto Sul. Este último vai se integrar à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que está em construção, remodelando a estrutura logística e ampliando a competitividade do estado.

O Recôncavo foi a área escolhida para a implantação do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, que, junto aos demais empreendimentos do setor, vai transformar a região em um dos maiores parques navais do país. Com capacidade de processar 70 mil toneladas/ano de aço, o estaleiro, que tem entre as suas principais funcionalidades a produção de plataformas de petróleo, sondas de perfuração com alta tecnologia e embarcações militares, ocupará uma área de 160 hectares às margens do Rio Paraguaçu.

Segundo o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Carlos Costa, a chegada de um empreendimento desse porte vai criar oportunidades de crescimento social e econômico para a região. “Além de mais empregos para os moradores dos municípios do entorno do estaleiro, a chegada dessa planta industrial vai influenciar setores como os de saúde e segurança, além de impulsionar novos negócios, a exemplo da área imobiliária e a de serviços.”

O secretário citou ainda outro vetor de desenvolvimento econômico que será gerado com a chegada do estaleiro, a criação de um polo industrial. “Esse, sem dúvida, será o segundo maior investimento.”

Transversalidade – Atenta a essa necessidade, a Seinp vem promovendo uma série de encontros com os representantes de secretarias estaduais estratégicas nesse processo, a exemplo da Educação, Trabalho (Setre), Saúde (Sesab), Segurança Pública (SSP), Desenvolvimento Urbano (Sedur), Turismo (Setur), Agricultura (Seagri), Justiça (SJCDH) e Administração Penitenciária (Seap).

“São 16 secretarias e órgãos convidados pela Seinp para estabelecer diálogos referentes às providências que o Estado deve adotar para aproveitar todas as oportunidades e vocações geradas com a vinda do empreendimento para a região”, disse Carlos Costa.

O objetivo desses encontros, segundo informou, é articular e motivar ações que promovam o desenvolvimento socioeconômico dos municípios do entorno do Estaleiro Enseada do Paraguaçu. “Através desses encontros, está sendo possível proporcionar às secretarias uma visão clara da transformação que a região do entorno do estaleiro sofrerá.”

Obra contempla diretamente 16 municípios 
 
População de Maragogipe e do entorno, às margens do Rio Paraguaçu, será capacitada para a atividade naval

O Estaleiro Enseada do Paraguaçu é composto por 16 municípios, cuja vocação local é a pesca artesanal. “É importante convergir esforços na tentativa de criar um cenário favorável, para que esses homens e mulheres tenham as condições e as oportunidades necessárias para mudar seus futuros”, ressaltou o secretário.

Depois dos encontros promovidos pela Seinp junto às outras secretarias, ficou definido que o principal centro de formação será o da Base Naval de Aratu, sendo que outros dois serão inaugurados, respectivamente, nos municípios de Maragogipe e Nazaré.

“A perspectiva de que esses centros de formação estejam atuando em médio prazo é real, e os locais para seu funcionamento já estão sendo articulados pela nossa secretaria”, declarou Carlos Costa.

Outros segmentos – Também haverá capacitações para a formação de profissionais em outros setores da economia, a exemplo do comércio, hotelaria, bares, restaurantes, pequenas indústrias e construção civil. Com a chegada do empreendimento, a tendência é que haja um aquecimento do comércio da região e com isso surjam muitas vagas de trabalho.

Ainda empenhada na questão da formação de mão de obra técnica, a Seinp assinou um convênio com uma escola internacional cujo objetivo é o de enviar para o exterior e treinar pessoas na área de qualificação.

  
Instalação de centros de formação profissional 
 
Com as obras do empreendimento a todo vapor e a certeza de que o desenvolvimento da região ocorrerá com a chegada do estaleiro, a necessidade de profissionais qualificados torna-se prioridade nesse momento, uma vez que quatro mil empregos serão gerados na área naval. Constatando essa necessidade, a Seinp, em articulação com as secretarias da Educação e do Trabalho, está definindo os locais onde serão instalados os primeiros centros de formação de mão de obra destinada à indústria naval.

Os centros de formação serão unidades de ensino cujo objetivo maior será a captação da mão de obra dos municípios do entorno do estaleiro, capacitando-a por meio de qualificação profissional (Secretaria do Trabalho) e promoção de cursos técnicos (Secretaria da Educação), ambas na área naval.

 
Logística intermodal beneficia todo o estado
  
Ilustração de como será o Porto Sul, que vai ser construído em Ilhéus e integrado à Ferrovia Oeste-Leste

O Porto Sul é uma iniciativa do Governo da Bahia que pretende criar um novo horizonte para o desenvolvimento socioeconômico, desconcentrando os investimentos da Região Metropolitana de Salvador e ramificando para todo o estado. Com um investimento de R$ 2,6 bilhões e a geração de 2.500 empregos diretos e indiretos, o Porto Sul será construído em Ilhéus.

A implantação do porto representa um compromisso do Estado para o escoamento da produção mineral e agrícola, através da nova estrutura logística intermodal, formada também pela Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), visando a uma maior agregação de valor e ampliação das vantagens competitivas da Bahia.

A Fiol, que está sendo construída pelo governo federal, vai ligar o sul do estado (Ilhéus) a Figueiropólis, no Tocantins, cortando toda a Bahia no sentido oeste-leste. A ferrovia vai percorrer cerca de 1.500 quilômetros, tendo como zona de influência 49 municípios baianos.

A nova ferrovia trará muitas vantagens, a exemplo da redução de custos do transporte de insumos e produtos diversos, o aumento da competitividade dos produtos do agronegócio e a possibilidade de implantação de novos polos agroindustriais e de exploração de minérios.

Aproveitamento da Hidrovia do Rio São Francisco
Ciente de que a Hidrovia do São Francisco é uma alternativa dentro do transporte intermodal, além de um indutor do crescimento socioeconômico da Bahia, a Seinp vem conduzindo ações juntamente com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que contratou o Banco Mundial (Bird) e o corpo de engenheiros do Exército dos EUA para transferir tecnologias para a tão esperada revitalização do Velho Chico.

“Nosso estado é detentor do maior trecho navegável do Rio São Francisco. Diante disso, precisamos aproveitar esse ponto positivo da melhor forma”, afirmou Carlos Costa.

Fonte: Diário Oficial

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