Bolsonaro ironiza foto de Lula com Alckmin e escreve Kkkkkkkkkkkkkk

Antigos adversários, os dois firmaram aliança para concorrer ao Planalto em outubro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) ironizou nas redes sociais a aliança formalmente firmada nesta sexta-feira (8) entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), que será vice na sua chapa em busca da Presidência.

Bolsonaro compartilhou no Twitter uma foto de Lula e Alckmin, publicada no perfil do ex-presidente, e escreveu: “Kkkkkkkkkkkkkk”.

Na imagem, os aliados dão as mãos e o petista faz um gesto positivo para a câmera. “Nossa vontade é de reconstruir o Brasil. A partir de agora é companheiro Alckmin e companheiro Lula”, escreveu o ex-presidente.

Filho do presidente e com grande influência sobre a sua estratégia digital, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) também compartilhou a publicação, com os dizeres: “Hhhhhmmmmmmmm”. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) optou por uma frase: “Nunca foi tão fácil escolher…”.

Nesta sexta-feira, Bolsonaro passou o dia inaugurando obras no Rio Grande do Sul. Durante a entrega das obras de ampliação do Aeroporto Regional de Passo Fundo, ele criticou as pesquisas eleitorais, afirmando que “quem acredita em pesquisa acredita em Papai Noel também”.

Pesquisa Datafolha divulgada ao fim de março mostra que, ainda que tenha recuperado um pouco do fôlego, o presidente continua atrás de Lula na corrida para o Planalto, com 26% de intenções de voto na disputa, contra 43% do petista.

Bolsonaro também afirmou que nenhuma pesquisa acertou em 2018, quando se elegeu para a Presidência, e que “não vai ser agora que vai acertar”.

O levantamento Datafolha realizado na véspera do segundo turno naquele ano indicou que Bolsonaro tinha 55% das intenções de votos válidos, contra 45% de Fernando Haddad (PT). Os números foram confirmados nas urnas: ele foi eleito com 55,13% dos votos válidos, contra 44,87% do petista.

Nesta sexta-feira, Bolsonaro também voltou a explorar falas de Lula que foram consideradas um erro de estratégia até mesmo por alguns aliados. O presidente reforçou, por exemplo, que é contra o aborto, que não quer restringir o consumo da classe média e que respeita as Forças Armadas.

Na última semana, Lula defendeu que o aborto deveria ser um direito de “todo mundo”, disse que a classe média tem um padrão de vida acima do necessário e afirmou que vai tirar do governo 8.000 militares que ocupam cargos comissionados.

Fonte: Folha de S. Paulo

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