Petrobras fecha acordo e vai ficar com 4 das 28 sondas da Sete

Sede da Petrobras no Rio de Janeiro
Sede da Petrobras no Rio de Janeiro – REUTERS/Sergio Moraes
Nicola Pamplona
RIO DE JANEIRO

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (1º) proposta para acordo com a empresa de sondas Sete Brasil, que prevê a contratação de apenas 4 das 28 sondas negociadas inicialmente. A estatal quer sair também do controle da empresa, que está em  recuperação judicial.

O acordo está sendo negociado em procedimento de mediação extrajudicial. De acordo com a estatal, a proposta foi aprovada por seu conselho de administração em reunião realizada na quarta (28).
 
Criada em 2010 para ser a principal fornecedora de sondas para o pré-sal, a Sete Brasil pediu recuperação judicial em abril de 2016, com uma dívida de R$ 19,3 bilhões.
 
O último plano de resgate apresentado aos credores, em agosto de 2017, prevê a conclusão das obras das quatro sondas em estágio mais avançado e dependia de acordo com a Petrobras.
 
Com a receita do aluguel das sondas, as dívidas remanescentes começariam a ser pagas a partir de 2020.
O plano, porém, não chegou a ser apresentado aos credores, já que dependia de um acordo com a Petrobras.
 
A estatal propõe o aluguel das quatro sondas por dez anos, com taxa diária de aluguel e operação de US$ 299 mil.  Os contratos iniciais previam taxas em torno de US$ 500 mil.
 
O acordo depende ainda da apresentação, pela Sete Brasil, de operadores de sondas com experiência em águas profundas.
 
A Sete não se manifestou sobre o assunto. A expectativa é que, a partir dos termos do acordo, o plano seja reavaliado antes de apresentação aos credores. Uma assembleia está marcada para a próxima segunda (5), mas deve ser adiada para a elaboração do novo plano.
 
A empresa foi idealizada durante o governo Lula, com o objetivo de trazer para estaleiros brasileiros as encomendas da Petrobras para o pré-sal. A queda do preço do petróleo e a crise da Petrobras, porém, reduziram a necessidade de ampliação da frota.
 
A situação da Sete se deteriorou após denúncias à Operação Lava Jato de pagamento de propinas na contratação das embarcações, que fecharam o acesso da empresa a novos financiamentos.
 
A estatal, além de cliente, é uma das sócias da empresa, com uma participação direta de 5% e por meio do FIP (Fundo de Investimentos em Participações) Sondas.
 
Os outros sócios são os fundos de pensão Petros (dos empregados da Petrobras), Funcef (Caixa), Previ (Banco do Brasil) e Valia (Vale), os bancos Santander, BTG Pactual e fundos de investimento.

 

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