Milhares de brasileiros tentam regularizar CPF para receber auxílio emergencial

Regularizar o documento é uma das exigências para receber o socorro emergencial de R$ 600.

Milhares de brasileiros começaram a quarta-feira (8) tentando regularizar o CPF. É uma das exigências para receber o socorro emergencial de R$ 600.

Aglomeração em frente à agência da Receita Federal, no centro de Belém. Com o número reduzido de funcionários por causa do novo coronavírus, não foi possível atender a todos os pedidos.

“Eu vim aqui uma vez e o meu CPF estava tudo ok. Agora quando eu fui fazer a inscrição, meu CPF está bloqueado”, contou Carlos Alberto, mecânico industrial.

Policiais militares pediam que as pessoas mantivessem o distanciamento umas das outras. Muita gente também procurou a sede da receita em diversas cidades: em Curitiba, em Fortaleza, no Recife.

Em Maceió, José Vieira, microempreendedor individual, falou da dificuldade para cadastrar o CPF.

“Está regular, está regular só que, quando entro no site do governo federal, aí dá irregular. A gente vem para cá, chega aqui e eles passam o site que está aqui na parede. Mas a gente tenta e nunca consegue entrar”, explicou.

Existem várias situações que podem deixar o CPF irregular. Segundo a Receita Federal, entre os principais problemas estão o cadastro com dados incorretos ou incompletos; alguma pendência no imposto de renda; ou com a Justiça Eleitoral, quando, por exemplo, o cidadão deixou de votar, não justificou e não pagou a multa.

Foi o que aconteceu com a Dona Rosângela.

Jornal Nacional: A senhora não votou em alguma eleição recente?

Rosângela: Não.

Jornal Nacional: E a senhora justificou?

Rosângela: Não. Por isso que está dando esse problema

Jornal Nacional: Aí a senhora fez o quê?

Rosângela: Eu paguei lá no Correio. E mandaram eu vir para cá para a Receita Federal para ajeitar.

A Receita Federal disse que é possível saber, pela internet, se o CPF está regular. Basta ter o número do documento e a data de nascimento. O acesso não gasta pacote de dados do celular ou da banda larga. Se for necessário regularizar o documento, a Receita oferece duas opções na internet. Uma delas é o formulário para a alteração de dados cadastrais, como o estado civil ou endereço. A outra é pelo chat, que é a página para uma conversa on-line com um atendente.

Se não for possível usar o site, o contribuinte pode mandar um e-mail para a Receita. É preciso procurar o endereço eletrônico de cada estado de jurisdição. Ou então, em último caso, ir a uma das unidades do órgão. Mas atenção: a maioria está fechada ou atendendo de forma reduzida por causa da pandemia. É bom verificar antes.

Se tudo estiver regular, a Receita afirma que é importante verificar se, ao preencher o cadastro para pedir os R$ 600, o nome do requerente, o nome da mãe e a data de nascimento são iguais aos que constam na base de dados da Receita.

A regularização do CPF também pode ser feita em conveniados da Receita.

“Caixa Econômica, Banco do Brasil e correio, onde ele pode fazer a regularização e ser conclusivo. Tanto na internet quanto nos conveniados que não vai precisar dele vir aqui. Esses atendimentos que necessitarem da vinda do contribuinte aqui para uma informação a mais, eles serão convocados para virem presencial para a gente poder fazer a finalização dessa atualização de base de dados ou de regularização da situação cadastral dele”, explicou Luiz Otávio Martins Ribeiro, delegado da Receita Federal do Brasil em Belém.

Por Jornal Nacional

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