Governo Bolsonaro paga R$ 7,7 milhões de seguro desemprego a mortos

“As potenciais irregularidades identificadas representam menos de 1% do total de requerimentos processados no período”, disse em nota o ministério

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), revelou nessa terça-feira (24), que o ministério do Trabalho e da Previdência pode ter pagado, de maneira irregular, R$ 97,239 milhões em seguros-desemprego solicitados no ano passado a pessoas que já morreram.

O ministério, por sua vez, admite que pode ter feito os pagamentos. Através de nota, a pasta explica que o sistema de gestão do benefício faz uma conferência com o Cadastro Nacional de Informações Sociais (Cnis) para avaliar se o segurado faleceu antes de cada pagamento. “Contudo, a incorporação dessa informação ao Cnis leva alguns dias, o que pode permitir que pagamentos a segurados falecidos sejam realizados”.

Foram encontrados também pagamentos indevidos de R$ 78,6 milhões a beneficiários com outro vínculo ativo ou aposentados e pensionistas, e de R$ 9,9 milhões a trabalhadores demitidos por justa causa ou a pedido.

A CGU levantou ainda “situações de risco” que, apesar de não representarem falhas de controle, podem resultar em pagamentos em desacordo com os objetivos pretendidos pelo programa. Nessa situação, o governo federal pagou, por exemplo, R$ 599,7 milhões a pessoas com o CPF em situação diferente de “regular” na Receita Federal.

“Menos de 1% do total”
O ministério disse também que “as potenciais irregularidades identificadas representam menos de 1% do total de requerimentos processados no período”.

“Com relação às demais suspeitas de irregularidades, reforçamos que não se trata de informações que o Ministério ignorou no momento do pagamento, mas sim informações que só se tornaram disponíveis após o pagamento”, encerrou o órgão.

Por: Revista Forum

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