Submarino Titan: Corpos podem permanecer no fundo do mar

Autoridades incertas sobre possibilidade de resgatar corpos em ambiente inacessível

No decorrer da expedição destinada a explorar os destroços do Titanic, o submarino Titan encontrou um trágico destino ao implodir no fundo do oceano. A Guarda Costeira dos Estados Unidos, responsável pelas buscas, anunciou que, devido à natureza do acidente e às adversas condições no leito marinho, ainda não é possível determinar se os corpos das vítimas serão resgatados.

Durante uma entrevista coletiva, o Almirante John Mauger declarou que não possuía uma resposta definitiva sobre a possibilidade de resgate dos corpos, destacando o ambiente “inclemente” encontrado no fundo do mar. Os destroços do submarino estão localizados a aproximadamente 500 metros do local onde repousa o Titanic, numa região ainda mais profunda, cerca de 4.000 metros abaixo da superfície.

A pressão extrema exercida pela coluna d’água nessa profundidade torna arriscado o acesso de mergulhadores. Além disso, a falta de luminosidade solar e os sedimentos presentes dificultam a visibilidade, tornando a localização dos corpos extremamente complexa.

As correntes marítimas também representam um desafio, pois podem transportar os corpos de um local para outro. Diante dessas condições adversas, os robôs utilizados na operação continuarão no leito marinho com o objetivo de coletar mais evidências para determinar as circunstâncias do acidente.

A OceanGate, empresa responsável pela expedição turística, confirmou o falecimento dos cinco tripulantes que estavam a bordo do submarino. O veículo submersível desapareceu no último domingo (18) e seus destroços foram localizados na quinta-feira (22). Segundo a Guarda Costeira dos EUA, o submarino implodiu.

A expedição, que tinha como propósito explorar os destroços do Titanic, encontrava-se a cerca de 3.800 metros de profundidade e a 650 km da costa do Canadá. Organizada pela OceanGate Expeditions, empresa de turismo marítimo, o passeio era oferecido ao custo de US$ 250 mil por passageiro.

O submarino, chamado Titan, possuía 6,5 metros de comprimento por 3 metros de largura, pesando mais de 10 toneladas e sendo construído com fibra de carbono e titânio. Guiado por um joystick semelhante a um controle de videogame, movimentava-se a uma velocidade de 3 nós (5,5 km/h) através de quatro propulsores. O Titan tinha capacidade para acomodar até cinco pessoas e não era autônomo, necessitando ser transportado na superfície do mar por 643 km até o local de mergulho.

As autoridades continuam avaliando as possibilidades e os desafios envolvidos em uma eventual operação de resgate dos corpos, cientes da inacessibilidade e das condições extremas do ambiente submarino.

Os cinco tripulantes do submarino eram: o empresário britânico Hamish Harding, o mergulhador francês Paul-Henri Nargeolet, o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho Sulaiman Dawood, além do CEO e fundador da OceanGate, Stockton Rush.

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